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1.000 réis (1696) - 1695-1698 Casa da Moeda da Bahia - Ouro
2.000 réis (1695) - 1695-1698 Casa da Moeda da Bahia - Ouro
2.000 réis (1696-1697) - 1695-1698 Casa da Moeda da Bahia - Ouro
4.000 réis (1695) - 1695-1698 Casa da Moeda da Bahia - Ouro
4.000 réis (1696-1698) - 1695-1698 Casa da Moeda da Bahia - Ouro

4.000 réis (1695)

1695-1698 Casa da Moeda da Bahia - Ouro

INFORMAÇÕES PRINCIPAIS

Valor facial: 4.000 réis
Denominação: 4$000
Padrão Monetário: Réis
Série: Casa da Moeda da Bahia - Ouro
Período de emissão: 1695
Material: ouro
Emissor: Coroa Portuguesa
Fabricante: Casa da Moeda da Bahia
Situacao: fora de circulação

FACES DA MOEDA

Anverso de 4.000 réis (1695) - 1695-1698 Casa da Moeda da Bahia - Ouro
Bordo de 4.000 réis (1695) - 1695-1698 Casa da Moeda da Bahia - Ouro
Reverso de 4.000 réis (1695) - 1695-1698 Casa da Moeda da Bahia - Ouro
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© Heritage Auctions - ha.com

DESCRIÇÃO DO ANVERSO

Escudo coroado de Portugal entre valor e 3 florões circundado pela legenda PETRVS. II. DG. PORTVG. REX.

DESCRIÇÃO DO REVERSO

Cruz da Ordem de Cristo com flor em cada um de seus quatro quadrantes e circundado por coroa de pérolas. Contornando a orla, a legenda ET. BRASILIAE. DOMINVS. ANNO. era.

INFORMAÇÕES GERAIS

Moeda emitida pela Coroa Portuguesa e fabricada por Casa da Moeda da Bahia em 1695, para circulação comum. Atualmente, está fora de circulação. 1o. tipo. Coroa larga. Sem letra monetária. 1 Moeda.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

Formato: circular
Diâmetro: 27 mm
Peso: 8,16 g
Bordo: serrilhado
Titulagem: Au 916 ⅔
Eixo: Reverso Medalha (EV) ⇈

EMISSÕES

ano produção CRMB observações
1695 n/d 1695-O-4k0 Coroa larga

REFERÊNCIAS EM CATÁLOGOS Krause KM# 86

ano CRMB Prober Amato Vieira Bentes
1695 1695-O-4k0 O-60 O-020 O-7 60.01

Fontes dos códigos de referência:
KM# - Código de referência Krause-Mishler, publicado no Standard Catalog of World Coins (2014)
CRMB - Código de Referência das Moedas Brasileiras, desenvolvido pelo site MoedasDoBrasil
Prober - código extraído do Catálogo das Moedas Brasileiras, de Kurt Prober, 3ª edição (1981)
Amato - código extraido do Livro das Moedas do Brasil, de Amato/Neves, 17ª. edição (2024)
Vieira - código extraido do Catálogo Vieira - Moedas Brasileiras, de Numismática Vieira, 14ª edição (2012)
Bentes - código extraido do Catálogo Bentes - Moedas Brasileiras, de Rodrigo Maldonado, 1ª edição (2013)

Fontes dos códigos de referência:
KM# - Standard Catalog of World Coins, Krause-Mishler (2014)
CRMB - Código de Referência das Moedas Brasileiras, MoedasDoBrasil
Prober - Catálogo das Moedas Brasileiras, Kurt Prober, 3ª ed. (1981)
Amato - Livro das Moedas do Brasil, Amato/Neves, 17ª ed. (2024)
Bentes - Catálogo Bentes, Rodrigo Maldonado, 1ª ed. (2013)

PADRÃO MONETÁRIO

RÉIS - R (22/04/1500-08/10/1833)
Monetário português, sem fundamentação legal no Brasil. Surgido no período colonial sob influência direta da moeda portuguesa, não se tratava de um sistema genuinamente brasileiro. Popularmente, adotou-se o plural “réis” em vez de “reais”.

PERÍODO POLÍTICO

Colônia, D. Pedro II - O Pacífico (1683-1706)
Pedro II (1648–1706), apelidado de "o Pacífico", foi Rei de Portugal e Algarves de 1683 até sua morte, anteriormente servindo como regente de seu irmão o rei Afonso VI a partir de 1668 até sua ascensão ao trono. Durante seu reinado foi iniciada grande produção de moedas de cobre, prata e ouro em território brasileiro pelas Casas da Moeda de Pernambuco, Rio de Janeiro e Bahia, além das produzidas regularmente no Porto, Portugal.

CONTEXTO HISTÓRICO

A Criação da Casa da Moeda da Bahia e o Primeiro Ensaio Monetário Brasileiro
Durante quase duzentos anos após o Descobrimento do Brasil pelos Portugueses, o Sistema Monetário da Colônia passava por uma situação crítica. A circulação de outras moedas estrangeiras e a contramarcação de moedas portuguesas não eram suficientes para suprir a falta crônica de metal sonante para transações na colônia da América. Reclamações devido a falta de moeda são repetidas vezes mencionadas nos pronunciamentos da Alta Administração Colonial ao Reino. Por causa disto, o rei D. Pedro II autorizou pela Lei de 8 De março de 1694 a constituição no Brasil da primeira Casa da Moeda em Salvador, Bahia. Este documento mostra a grande preocupação com “o grande dano que sofriam os residentes desse Estado (Brasil), em que as pessoas não dispõe dos meios necessários para comprar coisas para a sua subsistência. Esta mesma lei estabeleceu que todas as moedas de ouro e prata em circulação deveriam ser entregues à Casa da Moeda para serem derretidas e cunhadas em nova moeda colonial, maior em 20% do valor da moeda de Portugal. Além disso, determinou-se que o rei iria abdicar dos seus direitos de senhoriagem. Não foi a primeira vez que Portugal autorizou a cunhagem de moedas para uma de suas Colônia. Durante o reinado de D. Sebastião I, devido ao intenso comércio para a Índia, foram cunhadas moedas nas feitorias lá existentes. O que tornou verdadeiramente possível a criação da primeira Casa da Moeda do Brasil não foi a falta de dinheiro, que era um problema real, mas certamente a descoberta de minas de ouro em 1693. Poder-se-ia dizer, para justificar o contrário, que o rei abdicou do seu direito de senhoriagem, mas quando a Casa da Moeda Casa foi transferida para Pernambuco em 1700, apenas cinco anos mais tarde, essa benevolência desapareceu. O aumento de 20% em relação a moeda de Portugal tinha o forte poder de manter as novas moedas dentro da Colônia. Além disso, a circulação de moedas Portuguesas foi totalmente proibido, e se alguém fosse encontrado usando dinheiro português em uma transação na Colônia seria exilado para Angola, como punição. A maior parte da equipe para a nova Casa da Moeda foi trazida de Portugal, com poucas exceções de moradores locais. A Casa da Moeda foi alojada no prédio da Alfândega, que foi demolido em 1875 . O sistema de cunhagem foi do tipo Balancier de origem francesa e introduzido em Portugal em 1677 para moedas de ouro, o que permitiu a cunhagem de moedas de alta qualidade, mais difíceis de serem cerceadas ou falsificadas.