Moeda III florins (Moedas obsidionais cunhadas pelos holandeses no Brasil)

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III florins (Moedas obsidionais cunhadas pelos holandeses no Brasil)
VI florins (Moedas obsidionais cunhadas pelos holandeses no Brasil)
XII florins (Moedas obsidionais cunhadas pelos holandeses no Brasil)

III florins

OURO
Florins
Anverso III florins (Moedas obsidionais cunhadas pelos holandeses no Brasil)
Bordo III florins (Moedas obsidionais cunhadas pelos holandeses no Brasil)
Reverso III florins (Moedas obsidionais cunhadas pelos holandeses no Brasil)
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© Angelini Coins

ANVERSO

Colar de pérolas com um grande W entrelaçado com um G e um C. Sobre o monograma, que representa as iniciais da GEOCTROYEERDE WEST-INDISCHE COMPAGNIE (Companhia Privilegiada das Índias Ocidentais), o respectivo valor expresso em algarismos romanos.

REVERSO

Colar de pérolas, tendo ao centro as palavras ANNO / BRASIL, em duas linhas paralelas e abaixo a data 1645 ou 1646.

PADRÃO MONETÁRIO

FLORINS (de 01/01/1645 a 01/01/1646)
Sem fundamentação legal, moedas emergenciais chamadas obsidionais. Cunhadas no Brasil, pelos holandeses, durante ocupação de Pernambuco.

PERÍODO POLÍTICO

Colônia, D. João IV - O Restaurador (1640-1656)
João IV (1604-1656), apelidado de "o Restaurador", foi Rei de Portugal e Algarves de 1640 até sua morte. Líder na conquista da independência de Portugal do controle da Espanha. Assinou o Alvará de 26/02/1643, oficializando a aplicação de contramarcas em moedas espanholas. Ainda era rei de Portugal quando da expulsão dos holandeses no Brasil, onde foram produzidas moedas obsidionais para pagamento dos soldados.

LIMITES GEOGRÁFICOS

Local, emergencial

ORIGEM

Cia. Privilegiada das Índias Ocid.

CARACTERÍSTICAS

Material: ouro
Diâmetro: 13 mm
Massa: 1,8 g
Espessura: 1 mm
Bordo: liso
Eixo: Eixo Vertical (EV) ⇈

OBSERVAÇÕES

Consideradas as primeira moedas brasileiras tanto por conter o nome BRASIL como por terem sido fabricadas em solo brasileiro. As medidas são aproximadas uma vez que não havia precisão dada a precariedade em sua produção.

EMISSÕES KM# 5

ano produção CRMB Prober Amato Vieira Bentes obs.
1645 n/d 1645-O-003 O-1 O.001 O-5 7.01
1646 n/d 1646-O-003 O-4 O.002 O-6 7.02
Citação das fontes de códigos de referência de moedas:
KM# é código de referência de Krause-Mishler do Standard Catalog of World Coins, 2014
CRMB é código de referência proposto por este site - Código de Referência das Moedas Brasileiras
Prober extraido do Catálogo das Moedas Brasileiras, de Kurt Prober, 3ª. edição, 1981
Amato extraido do Livro das Moedas do Brasil, de Amato/Neves, 17ª. edição, 2024
Vieira extraido do Catálogo Vieira - Moedas Brasileiras, de Numismática Vieira, 14ª. edição, 2012
Bentes extraido do Catálogo Bentes - Moedas Brasileiras, de Rodrigo Maldonado, 1ª. edição, 2013
Fontes dos códigos de referência das moedas:
KM#, Standard Catalog of World Coins, Krause-Mishler, 2014
CRMB, deste site, Código de Referência das Moedas Brasileiras
Prober, Catálogo das Moedas Brasileiras, Kurt Prober, 3ª. edição, 1981
Amato, Livro das Moedas do Brasil, Amato/Neves, 17ª ed., 2024
Bentes, Catálogo Bentes, Rodrigo Maldonado, 1ª. edição, 2013
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A série: 1645-1646 Florins holandeses - Ouro

A primeira moeda a conter o nome BRASIL foi batida no Recife por holandeses no período da nossa história conhecido como Domínio Holandês. No século XVII, o nordeste brasileiro estava ocupado por uma companhia comercial de origem holandesa. Devido à necessidade de aumentar o meio circulante, os conselheiros holandeses no Recife, resolveram cunhar moedas de ouro. Existe uma instrução de 1645 para esse proceder. As moedas são de três valores diferentes, possuem a forma quadrada, com emblema da companhia holandesa, e legendas com valor, ano e a palavra BRASIL. A moeda é denominada de DUCADO BRASILEIRO ou FLORIM DO BRASIL. Valiam cerca de 20% a 30% a mais sobre os florins da Holanda, a fim de que não saíssem do Brasil e pudessem mais tarde ser recolhidos.