CATÁLOGO

Um completo e interessante compêndio das moedas e cédulas brasileiras de todas as épocas.

QUAL MOEDA?

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CURIOSIDADES

Você sabia que no século 19, usava-se uma escala impressa em papel para medir moedas...
- A Escala de Mionnet
- A História do Cifrão
- Reformas Monetárias
- Cara ou Coroa?

A MOEDA NO TEMPO

A história da moeda no Brasil contada através dos anos desde os tempos coloniais até os dias de hoje.

Catálogo das Moedas Brasileiras

R 37 1/2 Réis
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Imagens: CoinFactsWiki.com
ANVERSO
Coroa sobre colar de pérolas circundando valor, era e letra monetária. Orlando o colar, inscrição JOANNES. VI. D. G. PORT. BRAS. ET. ALG. REX (JOANNES SEXTUS DEI GRATIA PORTUGALIÆ BRASILIÆ ET ALGARBIORUM REX - João VI, por graça de Deus, Rei de Portugal, Brasil e Algarves)
REVERSO
Inscrição PECUNIA. TOTUM. CIRCUMIT. ORBEM (O DINHEIRO CIRCULA PELO MUNDO TODO) circundado brasão do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
PADRÃO MONETÁRIO
RÉIS (até 08/10/1833)
Originado no período Colonial por influência do monetário português, não se tratava de uma moeda genuínamente brasileira. Foi aproveitado do padrão português, sem fundamentação legal no Brasil.
PERÍODO POLÍTICO
Reino Unido, D. João VI - O Clemente (1816-1822)
João VI, cognominado O Clemente, foi rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves de 1816 a 1822. De 1822 em diante foi rei de Portugal e Algarves até à sua morte. Com o reconhecimento da independência do Brasil do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, foi o imperador titular do Brasil, embora tenha sido o seu filho D. Pedro o imperador do Brasil de facto. Surgimento das "patacas" e dos "Vinténs de ouro".
LIMITES GEOGRÁFICOS
Colonial p/ circulação geral
ORIGEM
Casa da Moeda, Rio e Minas
CARACTERÍSTICAS
Material: cobre
Diâmetro: 30,0 mm
Peso: 7,17 g
Bordo: liso
Eixo: reverso medalha (EV)
OBSERVAÇÕES
Casa da Moeda de Vila Rica. Letra monetária M. Sem carimbo. Moeda conhecida como vintém de ouro
EMISSÕES
ano produção CRMB Prober Amato Vieira Bentes obs.
1818 200.002 1818-C-037 C.549 inclui as de letra monetária R
1819 n/d 1819-C-037 C.550
1821 n/d 1821-C-037 C.551
Citação das fontes de códigos de referência de moedas:
KM# é código de referência de Krause-Mishler do Standard Catalog of World Coins, 2014
CRMB é código de referência proposto por este site - Código de Referência das Moedas Brasileiras
Prober extraido do Catálogo das Moedas Brasileiras, de Kurt Prober, 3ª. edição, 1981
Amato extraido do Livro das Moedas do Brasil 1643 até o presente, de Amato/Neves/Russo, 12ª. edição, 2009
Vieira extraido do Catálogo Vieira - Moedas Brasileiras, de Numismática Vieira, 14ª. edição, 2012
Bentes extraido do Catálogo Bentes - Moedas Brasileiras, de Rodrigo Maldonado, 1ª. edição, 2013
Fontes dos códigos de referência das moedas:
KM#, Standard Catalog of World Coins, Krause-Mishler, 2014
CRMB, deste site, Código de Referência das Moedas Brasileiras
Prober, Catálogo das Moedas Brasileiras, Kurt Prober, 3ª. edição, 1981
Amato, Livro das Moedas do Brasil, Amato/Neves/Russo, 12ª ed., 2009
Bentes, Catálogo Bentes, Rodrigo Maldonado, 1ª. edição, 2013
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A série: 1818-1821 Vinténs de Ouro - Cobre

Livro das Moedas do Brasil, Cláudio Amato

A elevação do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves, em 1815, representou um reconhecimento à condição de sede do Governo e centro de decisões políticas, dada a presença da Corte no Rio de Janeiro.

Ao transferir-se para o Rio de Janeiro, a Corte acelerou consideravelmente o processo econômico. Crescendo a produção e o comércio, tornou-se imprescindível colocar mais dinheiro em circulação. Fundou-se então o Banco do Brasil, que iniciou a emissão de papel-moeda, cujo valor era garantido pelo seu lastro, ou seja, por reservas correspondentes em ouro.

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R 37 1/2 (Réis)

O Sistema Monetário Colonial do Brasil mantinha uma clássica ordem de valores baseados nas dezenas, com seus valores dobrados a cada nível acima de moeda cunhada, portanto com valores de 10, 20, 40, 80, 160, 320, 640 e 960 réis; o que em grande parte minimizava a problemática do troco. No entanto, a província de Minas Gerais produziu um problema tão grave de troco, no início da segunda década do século XIX, que afetou diretamente os interesses da metrópole e exigiu medidas drásticas para evitar grandes perdas ao cofre português.
O problema constituía na grande quantidade de ouro de aluvião que era retirado da região. Este ouro, encontrado aflorando à superfície, na forma de pequenos grãos, era garimpado em bateias e comercializado, muitas vezes ainda bruto. Era o chamado ouro em pó. As dificuldades surgiam no momento da comercialização, pois para frações maiores sempre podia encontrar-se troco, mas à medida que estas frações decresciam, a falta de troco acabava por beneficiar os faisqueiros com prejuízo do Reino.
Este ainda não era o maior problema, segundo o historiador Rocha Pombo, o mais normal era se comercializar o metal do fundo de uma bateia, ao final de um dia de trabalho, medido em vinténs, cerca de um trinta e dois avos de oitava (0,112 g), correspondendo a dois vinténs. Melhorando-se estas contas, vemos que se uma oitava (3,585g) correspondia a 1200 réis, então 01 (um) grama de ouro equivaleria a 334,72 réis e, portanto, 1/32 da oitava (0,112 g) corresponderia a 37,5 réis (37,489 réis), o que deixava uma pequena margem em prol dos faisqueiros (2,5 réis), que não podiam dar troco, pela inexistência de moedas menores que cinco réis. Este último caso representava uma perda de 6,67% no momento da compra do ouro; isto multiplicado por milhares de operações realizadas mensalmente representava uma perda de muitas onças.
Para resolver o problema, em 1818, a Casa da Moeda do Rio de Janeiro, desativada desde 1734, foi reaberta para cunhar uma das moedas mais intrigantes da história da numismática mundial, o Vintém do Ouro. O nome sugere uma moeda de vinte réis cunhada em ouro, no entanto é uma moeda de cobre que tem no seu anverso o valor de 37 ½ réis, batida no Rio de Janeiro para circular em Minas Gerais. Também neste ano a Casa da Moeda de Minas Gerais, que estava em funcionamento desde 1810, começou a produzir o Vintém do Ouro, batendo moedas de 1818 a 1821 e de 1823 a 1828. Entre 1818 e 1821, a Casa da Moeda de Minas Gerais bateu as moedas de 75 réis, dois Vinténs de Ouro. E, ainda, a Casa da Moeda de Goiás também bateu moedas de 75 réis em 1823.


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